Jornada Scania
[ Soluções de Transporte ] -- 20/05/2026
[ Texto: 528 - Comunicação com Propósito / Fotos: Scania ]

Você sabe como nasce um caminhão na Scania?

Da escuta ao resultado: os bastidores de como a Scania entende o negócio do cliente, interpreta demandas reais e transforma a necessidade do transportador em caminhões sob medida
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Sabe quando você procura uma costureira ou um alfaiate para fazer uma roupa sob medida porque tem uma ocasião especial? A ideia inicial parece perfeita: o modelo, o tecido, o corte. Mas, na hora da prova, algo não encaixa tão bem quanto você imaginava. É aí que entra o olhar experiente do profissional, que ajusta a rota da costura, sugere mudanças e explica por que aquele detalhe, do jeito que você tinha pensado inicialmente, talvez não seja o melhor para você. No final, vem o alívio: a roupa veste perfeitamente. E a sensação é clara: era exatamente o que você precisava, mesmo não sendo exatamente o que você tinha pedido.
Agora imagine essa lógica aplicada ao setor de transportes. Cada operação tem suas particularidades, desafios e objetivos. O que funciona para uma frota pode não funcionar para outra. Por isso, desenvolver um caminhão eficiente vai muito além de escolher potência, eixo ou motorização. Exige escuta, interpretação e decisões técnicas capazes de equilibrar desempenho, economia, disponibilidade e respeito às leis locais e vigentes.
É essa a base do TMA - Taylor Made for Application - da Scania: entender profundamente a operação do cliente, ler o que está nas entrelinhas e traduzir essa realidade em uma solução de transporte sob medida — não apenas para atender a um pedido, mas para gerar resultado no dia a dia.
Esse processo de tradução entre o que o cliente pede, o que ele realmente precisa e o que pode ser entregue com eficiência é liderado por áreas que atuam como ponte entre o transportador e a fábrica. “Nós somos, de fato, o elo entre o transportador e a fábrica, o desenvolvimento”, explica Marcelo Gallao, diretor de Desenvolvimento de Novos Negócios da Scania Operações Comerciais Brasil.
Mas, por onde começa essa construção? Como nasce um caminhão customizado, do jeitinho que o cliente quer? Para que essa tradução aconteça, a Scania mantém engenheiros atuando diretamente no campo, acompanhando diferentes tipos de operação. “Eles ficam em cada atividade, em cada transportador. No e-commerce, no sucroalcooleiro, no madeireiro, na carga refrigerada, transporte de combustíveis”, detalha Gallao.
As demandas chegam, são analisadas e passam por decisões estratégicas: existe uma solução global? É possível desenvolver localmente? Qual o custo, o prazo e o desempenho esperado? “O Scania só vai entrar se ele pode fazer uma diferença. Ele não entra para ficar igual”, reforça o executivo.
Esse critério orienta inclusive a forma como o sucesso é medido. “Se nós conseguirmos traduzir o cliente para dentro da fábrica e desenvolver um produto num custo, num tempo e com uma performance que o cliente quer, sucesso para nós. Senão, nós falhamos”, revela.
Interpretar além do pedido
Um dos maiores desafios está em interpretar corretamente as expectativas de todos os envolvidos na cadeia de transporte. “Eu faço o que o cliente quer? Nem sempre é o que eu preciso fazer. Eu preciso interpretar o verbal e entender se é isso que ele precisa”, afirma Gallao.
“Se nós conseguirmos traduzir o cliente para dentro da fábrica e desenvolver um produto num custo, num tempo e com uma performance que o cliente quer, sucesso para nós. Senão, nós falhamos.”
Marcelo Gallao, diretor de Desenvolvimento de Novos Negócios da Scania Operações Comerciais Brasil
Motoristas, gestores de frota e donos do negócio têm demandas diferentes — e, muitas vezes, conflitantes. “Se eu ouvir só um deles, eu interfiro nos outros dois”, resume. Por isso, a Scania aposta em processos como as chamadas “clínicas”, que reúnem todos os envolvidos para discutir custo, desempenho, economia e viabilidade.
“A gente não diz não para o cliente. A gente faz um jogo transparente com o cliente: ‘olha, isso vai custar isso e isso’. Vamos sentar todo mundo, vamos conversar, vamos fazer uma clínica. No final, depois de um, dois ou mais anos de desenvolvimento, você vai ter exatamente aquilo que você pediu. Por isso o consenso é tão importante”, explica o executivo.
Quando a estrada pede mudança
Mudanças na legislação e atualizações de mercado também exigem respostas rápidas. A introdução da carreta de quarto eixo e do peso bruto total combinado de 58,5 toneladas é um exemplo claro e trouxe a necessidade de ajustes em torque, entre eixos e configurações — e também a quebra de mitos. “Na 58,5 toneladas só pode ser caminhão de 500 cavalos para cima? Não. No caso do Scania, o 460 cavalos Super tem um torque que é ideal para 58,5 toneladas. Eu não digo que é assim em todas as marcas. Várias outras marcas de fato precisam de 500 para rodar uma quarto eixo. No Scania é diferente”, detalha.
Nesse momento, os dados reais de operação gerados pela conectividade fazem a diferença. “A gente puxa dados de telemetria e mostra: ‘olha, o 500 na sua frota performa dessa maneira, o 460 performaria dessa. Obviamente, se você tem mais potência e mais torque, você vai ter um tempo menor de transporte. O quanto esse tempo vale em relação à economia?”, provoca Gallao, mostrando que a decisão não está apenas na potência, mas no equilíbrio entre consumo, disponibilidade e rentabilidade.
Além da eficiência operacional, o motorista também tem ocupado um papel central nesse processo. Tanto que, em um cenário de escassez de mão de obra como vemos atualmente, aspectos como conforto, ergonomia e segurança deixaram de ser diferenciais. “A gente procura reproduzir o habitat do motorista, como um escritório onde a gente trabalha todo dia. É isso que a gente procura ter. A cabine é o apartamento do motorista”, resume o executivo.
Escutar para entregar resultado
No fim, o diferencial da Scania está na capacidade de ouvir, interpretar e transformar demandas complexas em soluções equilibradas, viáveis e orientadas ao resultado. Não se trata apenas de vender um caminhão, mas de entender profundamente o negócio do cliente — e ajudá-lo a ser mais competitivo em um mercado cada vez mais disputado.
É exatamente como naquela ida ao alfaiate: tudo começa na escuta atenta, passa pelos ajustes necessários e termina quando o caimento finalmente faz sentido, com soluções que não apenas “vestem bem” o negócio do transportador, mas entregam desempenho, eficiência e resultado — porque, quando tudo está no lugar, a operação flui e o cliente percebe: era exatamente isso que eu precisava.
Quer se aprofundar nesse tema? Assista à entrevista completa aqui:
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