Para Roberto César Octaviani, mais conhecido como Minhoca, o caminhão nunca foi apenas uma ferramenta de trabalho. Foi herança de família, sonho de infância, companheiro de estrada e, sobretudo, o caminho encontrado para construir a própria história. Aos 56 anos, o motorista autônomo carrega na cabine mais de quatro décadas de relação com os pesados — e uma paixão particular pela Scania. Entre viagens sem roteiro definido, aniversários passados longe de casa, desafios da profissão e conquistas construídas quilômetro a quilômetro, Minhoca transformou a vida na estrada em uma história de paixão, persistência e identificação com o caminhão.
Neto, filho e sobrinho de caminhoneiro, a relação de Minhoca começou cedo com a estrada, ainda adolescente, quando viajava com o pai Brasil afora. “Na época, meu pai tinha um caminhão de outra marca, mas eu sonhava que ele tivesse um Scania, um 111. Eu viajei bastante com ele até completar a idade para assumir o volante. Meus pais queriam que eu seguisse outra profissão, até prestei concurso público na minha cidade natal, Osvaldo Cruz, interior de São Paulo. Fiquei alguns anos, mas pedi exoneração, porque o amor pelo caminhão falou mais alto”, conta.
“A melhor viagem da minha vida”
E esse amor fez com que, em 2005, ele se inscrevesse para o concurso da Scania ‘Melhor Motorista de Caminhão do Brasil’. “Esse foi o meu primeiro contato efetivo com a marca. Fiz todas as etapas da prova e estava muito confiante, mas quando chamaram os finalistas, meu nome não estava incluído. Eu fiquei arrasado”, lembra.
Mas essa decepção não fez com que Minhoca desistisse. Em 2008, participou novamente da competição e foi campeão. “Foi muito marcante. Era a primeira vez que eu dirigia um caminhão com câmbio automático. Foram dias intensos e inesquecíveis. Eu ganhei nova mobília para minha casa e uma viagem para Suécia com a minha esposa para conhecer a fábrica da Scania. A melhor viagem da minha vida”, afirma.
Minhoca em sua participação no MMCB e em alguns momentos marcantes com a Scania
Paixão que não se mede
A história de Minhoca com a profissão mudou depois do prêmio. Até 2008, o caminhoneiro era funcionário de empresa, mas depois do concurso, resolveu se tornar autônomo e adquirir um Scania. “Comprei meu primeiro caminhão no Super Zerado, campanha da marca em que veículos utilizados pela fábrica ou adquiridos de cliente eram revisados e revendidos. Era um R 420. Fiquei com ele até 2014. Em 2013, peguei um R 480 zero quilômetro. Depois, em 2020, comprei um NTG, um S 540, e estou com ele até hoje rodando o Brasil com todo o tipo de carga”, destaca.
Os caminhões R 420 e R 480 ficaram na memória – e no coração
A conquista do S 540 veio durante uma das edições da Fenatran e Minhoca realizou o sonho ao lado da esposa, Cristiane, e da filha Júlia
Para Minhoca, a Scania é diferenciada das outras marcas na mecânica, na manutenção e no conforto. “Não sou somente eu que vejo na prática a qualidade do Scania. Outros motoristas comentam positivamente sobre os veículos, na questão do conforto, mecânica, pós-venda, entre outros pontos”, conta.
O caminhoneiro também destaca que a tecnologia empregada nos veículos é outro diferencial. “Se você não estiver montado em um veículo com tecnologia, fica mais difícil retirar o caminhão de uma situação perigosa e os veículos da Scania dão todo o suporte para a gente se sentir seguro. Meu caminhão hoje é um Scania e, se eu for comprar outro, será um Scania também”, conclui.
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