Jornada Scania
[ Mobilidade ] -- 19/08/2026
[ [ Texto: 528 Comunicação Com Propósito / Foto: Scania ] ]

O que fica da Lat.Bus — e o que a Scania espera para o futuro do transporte de passageiros

As tendências que ganharam força na feira ajudam a desenhar os próximos caminhos da mobilidade e apontam para uma transformação que, para a Scania, passa por diferentes tecnologias e soluções para cada realidade de operação
A Lat.Bus 2026 terminou, mas algumas das discussões que ganharam força durante esta edição da feira devem continuar para além dos pavilhões do evento. Afinal, após uma semana do maior evento de mobilidade da América Latina, o que, de fato, fica para o futuro do transporte de passageiros?
A resposta passa menos por uma tecnologia específica e mais pela necessidade de combinar diferentes soluções para atender a um setor que está mudando em ritmo acelerado. Novas fontes de energia, conectividade, digitalização, segurança e eficiência operacional já fazem parte da realidade das empresas de transporte. Ao mesmo tempo, as características de cada mercado, de cada país, tornam difícil imaginar uma única resposta para todos.
É justamente essa diversidade que, na visão da Scania, deve orientar os próximos passos da mobilidade. “Não é uma única tecnologia que é a resposta a isso. Na verdade, é olhar cada uma das necessidades e operações de cada um dos nossos clientes e começar lá”, afirma Johanna Salomonsson Lind, Vice-Presidente Global de Soluções de Mobilidade da Scania.
Isso explica a aposta da marca em um portfólio amplo, capaz de acompanhar diferentes etapas da transição. Mais do que definir antecipadamente qual tecnologia irá prevalecer, a estratégia é estar preparada para esses diferentes caminhos e ajudar cada cliente a avançar a partir da sua realidade. “Nosso compromisso é simples: ter soluções que sejam adequadas para a realidade dos nossos clientes, hoje e amanhã”, destaca Johanna.
“Tecnologia só faz sentido quando ela é a melhor para a operação dos nossos clientes, quando ela traz mais rentabilidade.”
Eronildo Barros, presidente e CEO da Scania Operações Comerciais Brasil
Por que o Brasil tem um papel importante nessa transformação?
Essa visão ganha ainda mais relevância quando se olha para as Américas. As diferenças de infraestrutura, regulamentação, distâncias e características das operações fazem da região um mercado diverso e estratégico para a Scania.
“De todo o volume entregue em 2025, 50% do volume da Scania foi entregue nas Américas. Dos 10 maiores mercados do mundo Scania, 6 estão aqui nas Américas”, destaca Roberto Barral, presidente e CEO das Operações da Scania nas Américas.
Além disso, dos cerca de 6 mil veículos Scania movidos a gás em operação globalmente, aproximadamente 40% estão nas Américas. A estrutura para atender esse mercado também é expressiva: são quase 500 pontos de serviço e cerca de 1.300 mecânicos na região.
Dentro desse cenário, o Brasil tem um peso ainda maior. “Historicamente, realmente, o mercado brasileiro é o número um no mercado global da Scania”, afirma Eronildo Barros, presidente e CEO da Scania Operações Comerciais Brasil.
Escala global, presença local
É nesse ponto que a presença local ganha importância. Para a Scania, tecnologia só entrega valor quando consegue responder aos desafios da operação — e isso exige desenvolvimento, testes e conhecimento das condições de cada mercado. “Tecnologia só faz sentido quando ela é a melhor para a operação dos nossos clientes, quando ela traz mais rentabilidade”, destaca Barros.
“Queremos continuar investindo. Queremos continuar sendo parceiros, com soluções que estejam disponíveis e sejam adequadas para a operação de nossos clientes, hoje e amanhã.”
Johanna Salomonsson Lind, Vice-Presidente Global de Soluções de Mobilidade da Scania
No Brasil, a engenharia realiza cerca de 1.200 horas de testes por ano para validar produtos e componentes. A empresa também prevê completar, até 2028, um ciclo de 12 anos com cerca de R$ 6 bilhões em investimentos no país.
Esse trabalho tem uma função importante: adaptar para a realidade local tecnologias desenvolvidas globalmente. “Então, muito mais do que um produto, um chassi trazido da Europa, todo esse polo industrial trabalha para assegurar as expectativas que os nossos clientes têm”, explica Christopher Podgorski, presidente e CEO da Operação Industrial da Scania Latin America.
A estratégia combina, assim, escala global e presença local: aprender com diferentes mercados, desenvolver tecnologias em escala e, ao mesmo tempo, adaptar e validar soluções para as necessidades de cada operação.
E daqui para frente?
É também essa combinação que a Scania pretende levar para os próximos anos. “Queremos continuar investindo. Queremos continuar sendo parceiros, com soluções que estejam disponíveis e sejam adequadas para a operação de nossos clientes, hoje e amanhã”, afirmou Johanna.
Assim, se a Lat.Bus deixou uma mensagem para o futuro, é justamente essa: a transformação do transporte de passageiros não será definida por uma única tecnologia. Ela será construída pela capacidade de combinar inovação, eficiência, sustentabilidade e conhecimento das diferentes realidades de operação.
E, para a Scania, o próximo passo dessa jornada é continuar ajudando a transformar essa diversidade de caminhos em soluções para um transporte cada vez mais sustentável.

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