Jornada Scania
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[ Soluções de Transporte ] -- 12/02/2026
[ Texto: 528 - Comunicação com Propósito / Fotos: Scania ]

Move Brasil: o que muda — e o que não muda — para o transporte na visão da Scania

A Jornada Scania explica o que está por trás do Move Brasil, para quem o programa foi pensado e traz um balanço dos negócios fechados até agora, além dos impactos para a renovação de frota
Criado para estimular a renovação de frota e destravar investimentos no transporte rodoviário, o Programa Move Brasil começa a ganhar espaço ao oferecer condições de financiamento mais alinhadas ao cenário econômico atual. A iniciativa, conduzida pelo BNDES em parceria com entidades do setor, surge em um momento em que os juros elevados ainda desafiam as decisões de compra de caminhões no País.
Nesta matéria, a Jornada Scania apresenta a visão da marca sobre o programa: o que muda na prática para os clientes e para o mercado, o que permanece igual, quais segmentos tendem a sentir primeiro os efeitos da iniciativa, os resultados já alcançados até aqui e quais são as perspectivas para os próximos meses.
Para isso, conversamos com Alex Nucci, diretor de Vendas de Soluções da Scania Operações Comerciais Brasil. “Eu não tenho dúvida nenhuma de que o programa chegou em uma excelente hora”, afirma o executivo.
O que muda — e o que não muda — com o Move Brasil
Em 2025, o custo final de financiamento acabou se tornando um dos principais entraves para a retomada do mercado de caminhões. “Nós estávamos falando de uma taxa final beirando entre 18% e 20% ao ano. Esse foi o principal motivador para o mercado não decolar”, explica Alex Nucci.
Com condições mais equilibradas, o programa passa a criar um novo ambiente para a tomada de decisão na hora da renovação e da ampliação da frota. “Estamos falando de algo próximo de 4 a 5% a menos de custo financeiro, o que representa quase 20% de redução no valor da parcela”, destaca o executivo.
Então, além da taxa de juros, o que mais de fato muda e o que não muda com a chegada do programa? A resposta é simples: o que muda é o acesso ao crédito, agora mais compatível com o momento do setor e capaz de apoiar decisões que haviam sido adiadas. O que não muda é a essência da decisão do cliente, que seguirá levando em consideração fatores como necessidade operacional, planejamento e custo total de operação.
Como funciona e para quem o programa foi pensado
Com base nisso, a Scania estruturou ações específicas dentro do Programa Move Brasil, para conectar o financiamento a soluções que ajudam a reduzir o custo ao longo da vida útil do caminhão. “Nós estamos supersatisfeitos com esse programa”, afirma Nucci. Além de condições comerciais diferenciadas, a marca passou a integrar benefícios em planos de manutenção, como o Plano PRO Start, desenvolvido para oferecer um custo inicial mais baixo. “Quando o cliente compra o caminhão por meio do Move, a gente conecta esses benefícios através da nossa rede”, explica.
Vale lembrar que o acesso ao programa não se destina somente a grandes frotistas. Autônomos, pequenos e médios transportadores também estão no foco da iniciativa. “A gente sempre foca no cliente de varejo, que é o pequeno transportador e o autônomo”, destaca Nucci. Esse público passa a ter acesso às mesmas condições de financiamento e aos benefícios comerciais conectados às soluções da marca.
O cliente pode ainda utilizar o seu caminhão usado como parte do pagamento. “O cliente pode procurar uma casa Scania. O concessionário está preparado para dar todo o suporte necessário”, reforça o executivo.
Do ponto de vista industrial, a Scania também se preparou para um possível aumento da demanda. Como a marca não trabalha com estoques, o ajuste acontece diretamente na produção, a fim de garantir os prazos habituais de entrega dos veículos. “A gente muda o setup da nossa produção para que ela se prepare para uma demanda um pouco mais aquecida, mantendo prazos entre seis e oito semanas”, explica Nucci.
Alguns segmentos tendem a sentir os efeitos do programa mais rapidamente. O agronegócio, por exemplo, deve puxar os primeiros movimentos, impulsionado pelo calendário da colheita. “A colheita da soja começa em janeiro e entra exatamente no mesmo momento em que o programa está estabelecido. A gente já começa a ver essa movimentação crescer”, observa.
E mesmo com poucas semanas de operação do Move Brasil, já é possível contabilizar os resultados dessa movimentação. Até agora, a Scania registrou mais de 280 financiamentos contratados por meio do MoveBR, via Scania Banco, sendo cerca de 70% das operações destinadas a empresas micro, pequenas e de médio porte.
Esses números fazem parte dos quase R$ 2 bilhões em créditos liberados pelo governo federal para a aquisição de veículos. O balanço desse primeiro mês do Programa Move Brasil foi divulgado durante a visita do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, à concessionária Scania Codema, em Guarulhos (SP).
O que esperar do mercado
Embora ainda seja cedo para estimar percentuais exatos de crescimento, a expectativa da Scania é de um primeiro semestre mais positivo do que o projetado anteriormente. “Se houver uma postergação ou ampliação do programa, isso vai casar com a queda da taxa de juros prevista para o ano”, explica.
Segundo Nucci, a combinação entre políticas de financiamento mais racionais e um ambiente econômico mais favorável pode criar bases mais sólidas para o setor. “O próprio mercado converge para algo melhor, e a gente pode pensar em um 2026 crescendo em relação a 2025. Essa é a expectativa da Scania”, conclui o executivo.
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